Terça-feira, 01 de Setembro de 2015

Paul Cezanne foi um pintor nascido em 1839, em Aix-em-Provence, na França, onde também morreu em 1906. Filho de um rico comerciante, Cezanne teve uma vida bem diferente de muitos artistas famosos que viveram e morreram na miséria, antes de poder ver seu trabalho reconhecido. Contudo, essa condição social de sua família também foi empecilho para que este gênio da arte moderna surgisse.

No in√≠cio de sua idade adulta, Cezanne foi obrigado a se inscrever na Faculdade de Direito de Aix, pois seu pai, na √©poca diretor de um banco, esperava o mesmo futuro para seu filho. Contudo, apoiado pela m√£e, Cezanne conseguiu convenc√™-lo e foi estudar na Escola de Desenho de Aix em 1856. Na orquestra da cidade natal, tornou-se amigo do futuro escritor √Čmile Zola (1840-1902). Ambos tocavam instrumentos de sopro e, quando Zola se estabeleceu em Paris, convenceu Cezanne a se mudar tamb√©m para a capital.
Apesar da oposição do pai, muda-se em 1861 e passa a estudar na Academia Suíça, instituto particular marginal à poderosa Escola de Belas-Artes, onde não conseguira ser aprovado

Desde cedo, o jovem pintor de Aix demonstra atração pelos efeitos da tinta espessa e pelas aulas de modelo vivo, nas quais encontrava liberdade para os resultados dos alunos. Lá produz o retrato de um dos mais famosos modelos da Suíça, chamado Sipião - hoje uma das obras-primas da coleção do MASP, que conta com cinco trabalhos do artista. Na mesma escola estavam Pissarro e Monet, a partir dos quais Cezanne se aproxima também de Renoir e Degas.

Naqueles anos, começavam os experimentos que conduziriam ao surgimento do impressionismo. Monet e Renoir passaram a secar a tinta a óleo industrializada antes de aplicá-la sobre a tela. Assim, as cores pinceladas não se misturavam, devido à densidade obtida pela redução de resina.
Cezanne adota a t√©cnica inovadora e, em 1874, exp√Ķe no primeiro Sal√£o dos Impressionistas, no ateli√™ do fot√≥grafo Nadar.
Entretanto, o resultado das infinitas pinceladas de cores opacas, formando um plano bordado de vivos contrastes, desagradava ao temperamento grave do pintor de Aix.
Em 1876, ele começa a se distanciar tecnicamente do grupo, iniciando estilo próprio.

Passa a buscar uma estrutura que pudesse ser encontrada na pr√≥pria imagem, na rela√ß√£o entre suas partes constitutivas, e que estivesse al√©m das rela√ß√Ķes entre a tela e a realidade. "Tratar a natureza por meio do cilindro, da esfera e do cone" torna-se o lema de Cezanne. Ele passa a buscar a estabilidade do desenho geom√©trico como uma nova base para a pintura colorista aprendida com Monet e Renoir.

E a geometria n√£o seria trabalhada como um desenho de fundo vis√≠vel atrav√©s de infinitas pinceladas sobrepostas, tal como se fazia tradicionalmente. Cezanne a pintava na superf√≠cie, com tinta opaca, como num primeiro plano √ļnico e cont√≠nuo. Desse modo, Cezanne inventa a "passagem", aglutinando as curtas pinceladas impressionistas em zonas crom√°ticas claramente delimitadas.¬†Os toques paralelos formavam um sombreado que definia cada objeto, devido √† densidade do √≥leo. A continuidade das √°reas e o contraste entre elas criavam efeitos de profundidade inovadores. A partir de ent√£o, surgem composi√ß√Ķes cada vez mais planas, cujo volume √© esquematicamente indicado pelo claro-escuro das grossas "passagens".

Na virada do s√©culo, Cezanne ganha notoriedade pela contribui√ß√£o original enquanto, ao mesmo tempo, o impressionismo de seus antigos colegas tamb√©m consolida sua import√Ęncia na hist√≥ria da arte. A grande retrospectiva de Cezanne de 1906 tamb√©m marcaria profundamente a carreira de Picasso que responde em 1907 com "Senhoritas de Avignon", importante obra em que emprega largamente a "passagem" e intensifica a independ√™ncia das zonas planas de cor, iniciando a pesquisa conducente ao cubismo.

Ao estruturar geometricamente a pintura plana e colorida dos marginalizados pela Escola de Belas-Artes, Cezanne conferiu aos impressionistas a gravidade dos clássicos, preparando a nascente vanguarda para ocupar lugar de respeito na história da arte. "Fazer do impressionismo algo sólido e durável como a arte dos museus". Esse foi seu sonho e essa foi sua obra.

Em função disso é nomeado por muitos críticos como o precursor do impressionismo, enquanto outros alegam ser esta uma denominação equivocada já que seu estilo seria uma inovação também sobre o próprio impressionismo e sendo que ele mesmo se dizia temeroso de qualquer rotulação, de qualquer explicação sobre seu trabalho que se encontrasse fora de seus próprios quadros.

Saiba Mais
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