Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

Paul Cezanne foi um pintor nascido em 1839, em Aix-em-Provence, na França, onde também morreu em 1906. Filho de um rico comerciante, Cezanne teve uma vida bem diferente de muitos artistas famosos que viveram e morreram na miséria, antes de poder ver seu trabalho reconhecido. Contudo, essa condição social de sua família também foi empecilho para que este gênio da arte moderna surgisse.

No início de sua idade adulta, Cezanne foi obrigado a se inscrever na Faculdade de Direito de Aix, pois seu pai, na época diretor de um banco, esperava o mesmo futuro para seu filho. Contudo, apoiado pela mãe, Cezanne conseguiu convencê-lo e foi estudar na Escola de Desenho de Aix em 1856. Na orquestra da cidade natal, tornou-se amigo do futuro escritor Émile Zola (1840-1902). Ambos tocavam instrumentos de sopro e, quando Zola se estabeleceu em Paris, convenceu Cezanne a se mudar também para a capital.
Apesar da oposição do pai, muda-se em 1861 e passa a estudar na Academia Suíça, instituto particular marginal à poderosa Escola de Belas-Artes, onde não conseguira ser aprovado

Desde cedo, o jovem pintor de Aix demonstra atração pelos efeitos da tinta espessa e pelas aulas de modelo vivo, nas quais encontrava liberdade para os resultados dos alunos. Lá produz o retrato de um dos mais famosos modelos da Suíça, chamado Sipião - hoje uma das obras-primas da coleção do MASP, que conta com cinco trabalhos do artista. Na mesma escola estavam Pissarro e Monet, a partir dos quais Cezanne se aproxima também de Renoir e Degas.

Naqueles anos, começavam os experimentos que conduziriam ao surgimento do impressionismo. Monet e Renoir passaram a secar a tinta a óleo industrializada antes de aplicá-la sobre a tela. Assim, as cores pinceladas não se misturavam, devido à densidade obtida pela redução de resina.
Cezanne adota a técnica inovadora e, em 1874, expõe no primeiro Salão dos Impressionistas, no ateliê do fotógrafo Nadar.
Entretanto, o resultado das infinitas pinceladas de cores opacas, formando um plano bordado de vivos contrastes, desagradava ao temperamento grave do pintor de Aix.
Em 1876, ele começa a se distanciar tecnicamente do grupo, iniciando estilo próprio.

Passa a buscar uma estrutura que pudesse ser encontrada na própria imagem, na relação entre suas partes constitutivas, e que estivesse além das relações entre a tela e a realidade. "Tratar a natureza por meio do cilindro, da esfera e do cone" torna-se o lema de Cezanne. Ele passa a buscar a estabilidade do desenho geométrico como uma nova base para a pintura colorista aprendida com Monet e Renoir.

E a geometria não seria trabalhada como um desenho de fundo visível através de infinitas pinceladas sobrepostas, tal como se fazia tradicionalmente. Cezanne a pintava na superfície, com tinta opaca, como num primeiro plano único e contínuo. Desse modo, Cezanne inventa a "passagem", aglutinando as curtas pinceladas impressionistas em zonas cromáticas claramente delimitadas. Os toques paralelos formavam um sombreado que definia cada objeto, devido à densidade do óleo. A continuidade das áreas e o contraste entre elas criavam efeitos de profundidade inovadores. A partir de então, surgem composições cada vez mais planas, cujo volume é esquematicamente indicado pelo claro-escuro das grossas "passagens".

Na virada do século, Cezanne ganha notoriedade pela contribuição original enquanto, ao mesmo tempo, o impressionismo de seus antigos colegas também consolida sua importância na história da arte. A grande retrospectiva de Cezanne de 1906 também marcaria profundamente a carreira de Picasso que responde em 1907 com "Senhoritas de Avignon", importante obra em que emprega largamente a "passagem" e intensifica a independência das zonas planas de cor, iniciando a pesquisa conducente ao cubismo.

Ao estruturar geometricamente a pintura plana e colorida dos marginalizados pela Escola de Belas-Artes, Cezanne conferiu aos impressionistas a gravidade dos clássicos, preparando a nascente vanguarda para ocupar lugar de respeito na história da arte. "Fazer do impressionismo algo sólido e durável como a arte dos museus". Esse foi seu sonho e essa foi sua obra.

Em função disso é nomeado por muitos críticos como o precursor do impressionismo, enquanto outros alegam ser esta uma denominação equivocada já que seu estilo seria uma inovação também sobre o próprio impressionismo e sendo que ele mesmo se dizia temeroso de qualquer rotulação, de qualquer explicação sobre seu trabalho que se encontrasse fora de seus próprios quadros.

Saiba Mais
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